segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Reflexão do Rev. Eraldo Gueiros sobre Mateus 25:40

 “Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”  Mt.25:40  

Por Rev. Eraldo Gueiros
(Pós-graduado em Missões Urbanas e Transculturais. É professor do Cet Recife nas disciplinas de Evangelismo, Discipulado e Missões)

Alguns dias atrás tive uma experiência muito especial. Reencontrei um senhor que o conheci na minha infância, quando passava em frente a minha casa, ainda jovem com seus 30-40 anos. Algumas vezes passava bêbado, outras, apenas sujo com roupa de trabalho. De alguma forma eu sabia que ele morava perto, porque todos os dias ele passava no final da tarde andando, mas nunca troquei nenhuma palavra com ele. Esse era todo o conhecimento que eu tinha dele. Nessa época eu tinha uns 12 anos de idade.
Passado mais de 20 anos, há uns 10 km de distancia do bairro em que nasci, não acreditei quando reencontrei aquele homem, passando em frente a minha casa, com uma aparência bem acabada, e mendigando na rua. De imediato meu coração se entristeceu por ver aquela cena, até parecia que éramos muito íntimos.
O chamei para entrar na minha casa, ele não quis entrar, talvez desconfiado de mim: quem é esse que me aborda na rua e me manda entrar? Então sentamos no chão mesmo da calçada, encostado no muro. Perguntei se estava com fome, e então providenciei um pouco do jantar que Erika já havia preparado, e o servi. Discretamente lhe fiz algumas perguntas de checagem, e tudo confirmava. Era ele de fato.
A conversa foi muito proveitosa. Ele me falou muito de sua família, dos altos e baixos de sua vida, do vício do álcool, e tantas outras coisas. E Deus me deu muitas oportunidades para lhe falar do amor e do plano de Deus para a sua vida.
O Espírito Santo sempre trabalha de uma forma maravilhosa na vida de seus eleitos. Por vezes, vi lágrimas em seus olhos concordando e crendo naquilo que lhe era ministrado. Ele reconheceu muitos de seus erros, da dureza de seu coração na juventude, da conseqüência de tudo aquilo na sua vida, e havia uma profunda esperança raiando em seus olhos, de que ainda havia chances de uma perspectiva melhor em seu final de vida.
Orei por ele, ele orou também! Meu coração se alegrava muito de toda aquela situação. Me comprometi em ajuda-lo em pequenos detalhes em que ele estava precisando. Peguei seu endereço a fim de reencontrá-lo e até monitora-lo a distancia. Sei que ele ainda precisará de ajuda para se firmar. Ele mora num bairro mais distante, mais há uma igreja evangélica bem próximo dele.
Ele não sabe até hoje quem sou nem porque o ajudei. Mas ele sabe o mais importante, que Jesus o ama, e que usa os seus instrumentos para revelar o seu amor as ovelhas perdidas. E ele foi encontrado! Toda honra e glória àquele que ama e salva!
Talvez você se pergunte se tudo isso seria feito se eu não o conhecesse. Ele não foi nem será a ultima pessoa de rua que já abordei.
A pergunta que eu realmente desejo que você faça é: Deus também espera isso de mim? De todos nós! Eu lhe respondo. O que o mundo precisa é que paremos com ele. É que nossa agenda seja controlada pela direção do Espírito Santo. Acredito convictamente que parar na rua com um não crente para evangeliza-lo (diante de uma orientação do Espírito Santo), é mais importante do que ir numa reunião de oração ou de estudo com 20 crentes.
Quantas pessoas em situações menos extremas e difíceis da qual compartilhei, nos rodeiam diariamente. Colegas de trabalho, vizinhos, amigos de escola, que estão enfrentando situações dificílimas, com seus corações sedentos de resposta e de Deus, que clamam silenciosamente por um ombro, por um conselho, por uma atenção. Se queremos ser usados, precisamos parar com aqueles que precisam! Investir tempo na salvação de vidas.
Uma boa semana cheia de oportunidades para você!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Evento: 8º Congresso Barsileiro de Teologia - Águas de Lindoia/SP





 

O 8º Congresso Brasileiro de Teologia está reunindo grandes nomes, que apresentarão ferramentas indispensáveis para o crescimento de uma igreja saudável. Você como líder não pode faltar!
O Cet Recife recomenda essa programação para todos os seus alunos e professores.
Se você tem interesse de ir, entre em contato com a Agência de Turismo Viaje.com e obtenha as melhores ofertas em passagens e translados (Viaje.Com - www.viajeturismo.com.br; ou por e-mail: eraldo@viajeturismo.com.br; ou por tel. 081.3436.6824 - falar com Tereza.).

Entrevista com Timóteo Carriker sobre Crescimento de Igreja no Campo Missionário

    CRESCIMENTO DE IGREJA NO CAMPO MISSIONÁRIO

Por Timóteo Carriker
(Entrevista de Marta Kerr Carriker - http://http://cuidadointegral.info/?p=95)

 O objetivo de todo trabalho missionário é, em última análise, promover o crescimento da igreja.  Ao entrevistarmos Timóteo Carriker tivemos que explicar que o motivo de abordar este tema era que há uma certa pressão para que os missionários apresentem resultados numéricos, havendo casos de retorno do campo quando os resultados não são considerados satisfatórios.
A partir disso perguntamos:  Como o missionário colabora para o crescimento da igreja?
TIMÓTEO:
Quando Jesus falou sobre o crescimento do Evangelho, ele usou a analogia da agronomia.  O Evangelho é como uma planta, e também a igreja.  Ela deve crescer, sim, e o crescimento inclui fatores quantitativos.  Ao mesmo tempo não é apenas medindo o tamanho da planta que se avalia o desempenho.  Existe a parte qualitativa. Se a planta está cheia de ladrões (galhos novos crescendo por toda parte), a fruta não se desenvolve.  A força da planta vai para os galhos e não para a fruta.  Os ladrões podem ser muitas coisas na vida do missionário, como falsos ensinos, pecado na igreja, etc…  Mas o ladrão brota da planta.  Nem falamos ainda em fatores exteriores, como praga, fungo, etc…  Outro exemplo é a própria fruta.  Às vezes é necessário podar alguns tomates para produzir menos tomates que sejam saudáveis.
A gente não pode terminar a analogia aí.  O que é crítico aqui é que a planta tem que ser comparada a outras plantas.  Um pé de milho não cresce como cenoura.  A cenoura não se desenvolve como abóbora.  Isso sugere o princípio de avaliar por espécies iguais.  E isso ainda nem tocou nos fatores exteriores mencionados na parábola do semeador, como o solo, o sol, as aves.  Não se pode comparar a igreja brasileira com a igreja arábica, por exemplo.  É outra planta.  Compara-se com outra igreja arábica.  Também precisamos considerar o solo específico.  Por exemplo, em que parte da Índia o missionário trabalha?
Finalmente há o missionário, o agrônomo.  O que ele não pode fazer?  Ele pode, sim, cuidar do tomateiro como tomateiro.  Ele não pode cuidar transformar o tomateiro em milho, e nem cuidar dele como se fosse milho.  Tem que cuidar como tomateiro.  Pode esperar que cresça e dê fruto.  Mas não como pé de milho, nem como abóbora!  São princípios básicos e  já conhecidos do crescimento da igreja.
O trabalho do missionário pode e deve ser avaliado, mas dentro dos critérios possíveis.  Se aplicarmos isso à igreja da Arábia Saudita, por exemplo, como avaliar?  É simples:  de acordo com a história e desempenho das igrejas de lá.  Se a taxa média de crescimento tem sido de 1% a cada 100 anos, e o missionário conseguir um membro no período de 100 anos, seu desempenho foi a média.  O que não se pode fazer á comparar o desempenho daquele trabalho com o trabalho em outro contexto.  O perigo é especialmente para as igrejas brasileiras, acostumadas à benção do crescimento da igreja no solo brasileiro.  Isso é benção de Deus!  Graças a Deus, somos, sim, um grande pé de abóbora!

(Timóteo é co-obreiro da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América com a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. Desde 1977 organizou e ensinou em diversos programas de formação missionária e de pós-graduação em missiologia. É autor de cinco livros e 60 artigos, organizador de sete volumes e coordenador da tradução de dois livros. Foi o presidente fundador da Associação de Professores de Missões no Brasil, consultor da Associação de Missões Transculturais Brasileiras e diversas outras organizações missionárias e presidente da diretoria da Missão Evangélica Caiuá.)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Evento: 14ª Consciência Cristã em João Pessoa - PB


Repassamos um evento imperdível, que tem sido um divisor de águas em muitas igrejas e ministérios pastorais, além de trazer muita honra ao Nordeste que têm o privilégio de sediá-lo: 14º Consciência Cristã.
Vale a pena conferir os palestrantes deste ano!
Caso você sinta desafiado a participar deste grande encontro em João Pessoa - PB, recomendo que entre em contato com a Agência de Viagens oficial: Viaje.Com - www.viajeturismo.com.br; ou por e-mail: eraldo@viajeturismo.com.br; ou por tel. 081.3436.6824 - falar com Tereza.
Além de ser uma Agência de coração missionário, será mais seguro e você encontrará as melhores condições.
Não perca essa grande oportunidade, o Cet Recife recomenda!

Reflexão do Prof. Rev. Eraldo Gueiros em Mateus 13:3

(Foto da turma dos Formandos em Teologia - 2011)

“E falou-lhes de muitas coisas por parábolas,
dizendo: Eis que o semeador saiu a semear...”

 Mateus 13:3

Por Rev. Eraldo Gueiros
(Possui especialização em Missões Urbanas e Transculturais. É professor das disciplinas de Evangelismo, Discipulado e Missões do Cet Recife)
 
Já ouvi muitos sermões e estudos acerca da parábola do Semeador. É fato que cada um delas trouxe uma boa contribuição para a melhor compreensão do texto. Lembro que antes de pensar em ir para um seminário, eu já tinha uma idéia simples mais objetiva do texto. Os anos se passaram, mas ela continuou firme: Nossa missão é semear sem olhar a quem e a aonde!
Escuto pessoas dando mais motivos para não evangelizar ali ou acolá do que para evangelizar. Os motivos são variados: Não devemos fazer assim; não devemos buscar aquele ambiente; Não é aquele público alvo; Se fizermos outra igreja será beneficiada; Não estamos preparados para encarar esses desafios; e por ai vai!
Penso que a Parábola deixo claro 3 verdades absolutas:
Primeiro, é que eu não tenho a capacidade de avaliar eficientemente o solo para justificar se é válido ou não semear ali. O Semeador da Parábola não fez distinção dos solos, ele simplesmente saiu para semear e as sementes foram caindo.
Segundo, não foi dado ao Semeador a responsabilidade de frutificar a semente, apenas a de semear. O vento sopra aonde quer, é o próprio Deus que nos surpreende fazendo suas sementes frutificarem aonde ele considera solo fértil.
Terceiro, a parábola não determina a ineficiência da semeadura em solos rochosos ou espinhosos. A Parábola deixa claro que se aonde a semente cair, ela vai de alguma forma frutificar. Ela mostra que alguns solos serão mais difíceis de manter a semeadura, mas a palavra nunca voltará vazia.
Conheço muitas pessoas que tiveram seu primeiro contato com o evangelho quando estavam em solos assim (muito espinhos ou rochosos), de forma que no primeiro momento, a semente demorou para se consolidar, mas com o passar do tempo, com algum sofrimento e muita perseverança, ela finalmente cresceu e frutificou. Aleluia!
Nossa maior preocupação tem de ser a negligência da semeadura e não o solo! Não podemos desviar o foco principal de nossos ministérios, nem sobrecarregar nossa agenda eclesiástica com programações secundárias, que terminam por roubar nosso tempo de semear em vidas que não conhecem o Senhor.
Use melhor o seu tempo, e aonde estiver e diante de quem for, pregue a Palavra!
Que Deus te dê uma excelente semana de evangelização!