domingo, 12 de agosto de 2012

Filme Evangelístico será estratégia em novembro!

Não fique de fora dessa grande estratégia de evangelização. O Cet Recife recomenda.
Maiores informações: ebfeventos@ebfeventos.com.br

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Fomos capacitados a Pregar - Mt.10:1,5,7 - Por Prof. Eraldo Gueiros



“E chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder... e os enviou dizendo... pregai...”     Mt.10:1,5,7

Por Rev. Eraldo Gueiros
(Pós-graduado em Missões Urbanas pelo SPN e em Missões Transculturais pelo EMM. É professor das disciplinas de Evangelismo, Discipulado e Missões. É editor do Blog Missionário: projetoapocalipse.blogspot.com)

O período que antecede uma programação missionária é sempre muito agitado, carregado de muitas expectativas e planos, sobre uma agenda de muitos contatos, e amparada com muita intercessão. É o que estamos fazendo para a nossa próxima Viagem Missionária de 1º de Setembro, com a nossa Federação de SAF’s (da Igreja Presbiteriana do Brasil) para o município de Timbaúba-PE, local aonde temos uma igreja e uma congregação do nosso Presbitério.
Ao desafiar pessoas a participarem de uma programação como essa, sempre me deparo com a insegurança delas. É quase um pensamento dominante as pessoas se acharem incapazes de participarem de uma viagem assim. Sempre escuto justificativas das mais variadas, mas para todas a resposta é sempre a mesma: Mateus 10:1,5,7 – Não fomos chamados para uma Missão impossível, pois Deus não nos chamaria a fazer algo que não podemos fazer. Não sabemos o que vamos encontrar, mas fomos capacitados para enfrentar aquilo que vamos encontrar!
Creio que os discípulos também estavam receosos quanto a sua primeira experiência de pregação sozinhos (visto que até então eles acompanhavam a Jesus). Quando somos colocados diante de desafios, desejamos que eles sejam menores que as nossas forças, pois é desconfortável lidar com desafios maiores. Mas Jesus ensinou aos seus discípulos a não temerem os desafios que viriam, mas a estarem na dependência do Espírito Santo: “Mas quando vos entregarem, não vos dê cuidado como ou o que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer” (Mt.10:19).
Sempre digo aos meus alunos de seminário que essa é uma promessa e uma experiência que não se pode reproduzir em sala de aula, somente na rua. Ou saímos na dependência do Espírito e levamos a mensagem de Cristo, ou jamais experimentaremos o seu agir em nossas vidas nos usando da forma que lhe apraz!
Se sairmos, vamos descobrir uma capacidade vinda do alto que não é percebida aos olhos humanos, nem aos nossos. Vamos encontrar pessoas que já estavam sendo preparadas pelo Espírito Santo. E vamos regressar alegres por termos sido usados pelo Senhor. Essa é uma experiência que jamais se esquece, mas que pode ser ainda mais aprofundada com outras experiências.
Timbaúba é um município da Zona da Mata de grandes desafios e contrastes culturais, mas é lá que o Senhor tem levantado uma “raça eleita”. Você aluno do Cet Recife, dedique seu 1º de setembro para viver essa experiência com Deus! Mas caso não possa ir, seja um pregador incansável no seu trabalho, com seus parentes, na sua escola, com os seus vizinhos. A promessa do Senhor não falha, coloque-se a sua disposição!
Uma boa semana de evangelização!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A Importância do Estudo da Teologia - Prof. Fábio Correia

Minha fotoPor Prof. MSc. Fábio Correia
(Mestre em Filosofia pela UFPE. Graduado em Filosofia pela Unicap. Licenciado em Educação Religiosa pelo SPN. Professor de Introdução a Filosofia, Filosofia da Educação, Ética e Filosofia Geral da Faculdade Decisão-FADE e do Cet Recife. Editor do blog: www.filosofiacalvinista.blogspot.com)


A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA TEOLOGIA NA PRODUÇÃO DE UMA RELIGIOSIDADE SADIA

Mateus 28:19-20: “19.Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;  20.ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”.
Algumas pessoas costumam dizer que não gostam de teologia. “Meu negócio é vida prática”, afirmam. No texto acima, um dos mais conhecidos, sempre que é citado, pontua-se a questão do “Ide” (v.19), da “evangelização”. Mas, não podemos esquecer que o mesmo imperativo para “evangelizar” é aplicado, com a mesma intensidade, para a necessidade do “ensino na palavra de Deus” (v.20). Em Mateus 22:29, Jesus levanta mais uma vez a questão da importância do aprofundamento no estudo das escrituras. Diz ele: “Errais, não conhecendo as Escrituras”. Em João 5:39, sobre esse assunto, mais uma vez Jesus incentiva o aprofundamento nas escrituras, diz ele: “Examinai as escrituras”.
Portanto, caros irmãos, não devemos fazer essa equivocada distinção dicotômica entre Teologia e Vida prática. Afinal, como alguém já disse, somos aquilo que acreditamos, aquilo que aprendemos, aquilo que lemos. Erra gravemente quem pensa que o estudo da teologia produz uma vida apática e desassociada de atitudes práticas. Os maiores missionários do passado eram, também, profundos conhecedores da Teologia, especialmente Reformada. O sociólogo Max Weber, autor do livro que foi considerado o livro mais importante do século XX: “Ética protestante e o Espírito do Capitalismo”, por exemplo, após um denso estudo sobre variadas culturas, chegou à conclusão que os países cuja população era predominantemente Calvinista, possuíam melhor qualidade de vida, com maior desenvolvimento espiritual, ético e moral. Ele atribui isso ao conhecimento profundo da doutrina Reformada. Veja o que ele afirma:
O Deus de Calvino exigia de seus crentes não boas ações isoladas, mas uma vida de boas ações combinadas em um sistema unificado. Mas no curso de seu desenvolvimento, o calvinismo acrescentou algo de positivo a isso tudo, ou seja, a idéia de comprovar a fé do indivíduo pelas atitudes seculares. [...] consideramos apenas o calvinismo e adotamos a doutrina da predestinação como arcabouço dogmático da moralidade puritana, no sentido de racionalização metódica da conduta ética.(WEBER, 2004. p.91,94,96).
Precisamos entender que sempre fazemos uma opção teológica. Queiramos ou não. Ainda que afirmemos não gostar de teologia.
OU SOMOS CALVINISTAS OU SOMOS ARMINIANOS. Não temos como fugir disso. Essa escolha reflete diretamente na nossa prática cúltica e litúrgica. Quando dizemos: “não quero saber de estudar teologia”; sem saber, nossas atitudes e forma de adoração, acabam por revelar, automaticamente, a posição teológica que estamos seguindo.
Um bom exemplo disso é o sistema de APELO, trazido por Charles Finey, no século XIX. Muita gente diz que não gosta de teologia, mas, sempre, depois de sua pregação, faz o famoso “apelo” para que as pessoas aceitem a Cristo. Isso, caros irmãos, é teologia pura. Se está certa ou não, é outro assunto. Isso é uma prática complemente lastreada por uma posição teológica. Ou somos Calvinistas ou somos Arminianos, repetimos. Não temos como fugir disso. Queiramos ou não, assumimos uma posição teológica. Sem contar nos muitos absurdos e nas muitas aberrações, que temos visto no meio evangélico, pela pura falta de estudo da Palavra de Deus, da Teologia.
Não seria mais prudente, então, seguir a orientação de Jesus e estudar profundamente sua palavra? Isso é teologia. Fazendo isso, podemos escolher, sem nenhuma imposição, a postura teológica que mais simpatizamos, que mais, em nossa opinião, se aproxima da verdade das Escrituras Sagradas. Porém, essa escolha “consciente” só poderá ser feita mediante um conhecimento aprofundado da Palavra de Deus, que só pode ser adquirido com o estudo da Teologia.